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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desabafo à beira rio



Acordei já cansada!
Levantei-me e apeteceu-me dar uma caminhada.
Peguei nas chaves do carro e fui estrada fora sem destino, ou com ele já traçado. Dirigi-me a Belém, onde o Tejo, ainda é Tejo, já perto do mar que o acolhe.
Hum, que cheirinho a maresia. Aquele ventinho no rosto que bem que sabia. Desanuviava o pensamento, purificava a alma.
Caminhei ao longo da muralha e ia vendo, como se tivesse um LCD à minha frente, a história da minha vida. Desde menina mimada, a mulher casada, mãe e também avó. Tantos caminhos trilhei. Tantos erros cometi. Tantos momentos felizes. Tantas lágrimas e tristezas. Muitos anos! Uma vida!
E neste caminhar perdi a noção do tempo. Mas aliviei o cansaço.
Deixei que o vento levasse o peso da minha vida.
Regressei ao carro com outro olhar. Vi os contrastes de azuis entre o céu e o mar, ou melhor, o rio. Admirei com prazer, as criancinhas que brincavam no jardim. Lembrei-me dos meus meninos, apeteceu-me beijá-los.
Corri para o carro, sem me lembrar que acordei cansada. Percorri o trajecto até à ponte Vasco da Gama e fui ao encontro dos meus amores pequeninos.
Valeu a pena este desabafo à beira rio.

2 comentários:

  1. Avozita
    Pela sua mão e vontade fui guiado até a este espaço literário. Muito obrigado. Parabéns.
    Vou regressar, decerto!
    Abraço com ternura.
    António

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  2. Já te digo tens muito jeito, para este género
    literário, continua, gosto da tua prosa.

    beijos

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