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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Fim de Semana em Sta. Justa

FIM DE SEMANA EM STA. JUSTA Era uma manhã de sábado, soalheira, num tempo incerto de Agosto. Saímos rumo a Sta. Justa, uma aldeia ribatejana, a raiar o Alentejo. Pequena, asseada e com vida, onde todos se conhecem e cumprimentam. Logo a seguir ao almoço, depois do carrega e descarrega, e porque o calor não abrasava, sim, a mana não gosta de muito calor, ao contrário de mim, que sou friorenta, e adoro o verão, o sol e o calor, fomos até Mora, já no Alentejo. Visitámos o fluviário, onde nenhum de nós ainda tinha entrado. Depois de pagarmos, aí vamos nós numa viagem pela vida nas águas. Variadas espécies, recantos bem passados. Divertimos-nos com algumas, outras nem por isso. Cá fora as lontras faziam um bailado, dentro e fora de água, parecia que nos queriam presentear agradecendo pela nossa visita. Depois de sairmos, fomos até à praia fluvial, onde nos refrescámos por dentro, cada um com bebida a seu gosto, todas fresquinhas, e por fora com uma aragem fresquinha vinda do rio Raia. Na praia gente se relaxava, no rio gente navegava. Nós olhávamos e passeávamos. De regresso à aldeia um bom jantar, feito pela mana, uma optima cozinheira, um saboroso bacalhau com natas, seguido de um arroz doce, feito por mim, que a mana apenas gostou porque estava fresquinho, é que tinha pouco açúcar para o seu gosto, tudo regado com vinho tinto. Depois do repasto, fomos tomar um cafezinho e dar uma volta à aldeia, na frescura de uma noite calma e tranquila. Já em casa, e como não podia deixar de ser, fomos cuscar o facebook. A mana andou por outros lugares da internet, enquanto os homens, estavam na sala vendo televisão e falando sobre diversos temas. A noite caia, o sono e o cansaço apoderavam-se de todos. Então, xixi cama. Amanheceu cedo, a ninguém apetecia estar na cama. Depois de um pequeno-almoço de príncipes, que apenas por mero acaso não foi levado à cama, fomos beber o café da manhã, no mesmo local onde na véspera tínhamos estado. Um local acolhedor de gente boa, Voltamos a caminhar pela linda aldeia de Sta. Justa, indo a locais onde o verde e a água das fontes davam azo ao amor. Quantos encontros não terão acontecido por ali?! Quantos amores não foram trocados?! Quantos beijos não foram dados?! A fotógrafa de serviço, feliz da vida ia carregando no botão. Eis senão quando, a máquina pifou. E agora??? Agora acabou a sessão. Regressamos ao solar da mana, arrumamos a tralha, fomos à tia do cunhado buscar uns tomates doados, com muito bom aspecto, e, cada um no seu transporte, dirigimos-nos ao Couço. Pertinho, pertinho da aldeia de Sta. Justa. Aí entramos num restaurante recomendado pela sobrinha mais velha, onde nos regalamos com secretos de porco preto, salada, arroz branco e batatas fritas, regado com vinho tinto da Vidigueira. Para finalizar a mana insistiu em comer um doce, e pronto, lá fiz o esforço de comer também. Um cafezinho com um aroma saudável e, de volta aos carros. Rumo a Lisboa. Depois de nos despedirmos uns entre os outros, beijinhos e abraços, e, cada um seguiu o caminho do seu lar. E assim, terminou um fim-de-semana para recordar pela amizade, pelo carinho, pelo verde, pela água, por todo o envolvimento com a vida. Maria Antonieta Oliveira 26-08-2014

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