Ontem, hoje e amanhã!

Retratos do dia a dia!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Recordações de Outros Tempos

Desafio da Escola Patrício Prazeres no seu 60º aniversário Faço parte do passado. Não! Não sou velha! Apenas nasci no século passado! Também foi no século passado que frequentei a Escola Comercial Patrício Prazeres (na altura chamava-se assim). Entre os anos lectivos de 1961/1962, 1962/1963 e 1963/1964. Ao longo destes três anos que começaram na dependência da Costa do Castelo, muita coisa aconteceu, muita coisa aprendi, muitos saberes partilhei e muitos momentos vivi. Contar apenas um, é difícil, contar vários, será um abuso para com os restantes colegas que também querem partilhar as suas recordações, então, decidi optar por contar um pouco de tudo e de tudo um pouco. - Parece-me sentir o odor da palha que outrora alimentava os residentes da cavalariça, na Costa do castelo. Percorro no olhar as imagens da baixa Lisboeta, vistas da encosta comum com o majestoso Castelo de S. Jorge. Lembro com saudade os ralhetes da professora de dactilografia, para que cortasse as unhas, pois teria que bater uma tecla de cada vez. Não o fiz, e o certo é que dispensei de exame. Recordo com saudade, cada um dos professores deste ano lectivo de 1961/1962. - Depois foram dois anos lectivos 1962/1963 e 1963/1964, no edifício principal, que me deixaram as melhores recordações quer dos professores, quer de todas as colegas, algumas delas ainda continuam a fazer parte da minha vida. Recordo as aulas do professor de francês (o sopas), do odor dos nitratos, sulfatos, ácidos e outros similares das aulas de físico-química. E as aulas de contabilidade com o professor João (Joãozinho Bossa Nova)?! E tantos outros professores que me ensinaram a viver a vida que me esperava. Lembro com saudade os intervalos passados naquele espaço, de onde se via o pátio dos rapazes, onde o meu grupo passava o tempo a contar anedotas, o riso era contagiante, e o tempo urgia, e esse tempo jamais voltaria. Recordações que nos marcam! Vivências que ficam! Maria Antonieta (Bastos Alentado) Oliveira 26-04-2016

Dia da Mulher

Sempre que há um dia de… me questiono sobre o porquê desse acontecimento. Dia da mulher! Sim! Dia da mulher! Aí vão alguns homens às compras, a maioria nem sequer sabe o que vai comprar, mas é melhor fazê-lo, é decerto bem recebido, então, toca a gastar mais uns euritos, que os comerciantes agradecem, e as mulheres também. Mas porquê dia da mulher?! Desde que me lembro, sempre tive mulheres por companhia, e todos os dias elas trabalhavam para satisfazer a vida que se lhes apresentava pela frente. O marido, a filha, o filho, a mãe, o pai, o emprego, o patrão, a empregada, e por aí fora. Todas as mulheres eram mulheres todos os dias do ano. Dia 8 de Março, dia da Mulher! Pronto, está bem! Hoje é o meu dia! Mas ontem também foi, e anteontem e sempre desde que me foi dado o estatuto de ser mulher, sempre tive os meus dias de ser mulher, todos os dias sempre fui e sou mulher. Que confusão existirá na cabeça de quem criou um dia especial para atribuir à mulher! Ser mulher é ser todos os dias. Eu sou todos os dias mulher! Maria Antonieta Oliveira 08-03-2016